terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pense no maior wannabe ou poser, que você conheça (aviso: a experiência pode causar náuseas). Antes que você sinta aquele impulso assassino, saiba que, infelizmente, essa pessoa é um mal necessário ao mundo. O wannabe é maravilhoso: o cara sabe que não é tão bom quanto o original, mas passa a vida tentando convencer os outros disso, nunca desencorajado pela falta de sucesso. Mais do que um mero produto do Paraguai, ele é o 1,99 humano.
Naturalmente, a música traz muita inspiração (leia-se: sede por plágio), mas quando o diabo inventou os video clips, a coisa desandou de vez. Falsos roqueiros, pseudo metaleiros e punks de vitrine proliferaram e tornaram-se capazes de, até mesmo, forjar uma revolta contra o mundo, contra o sistema capitalista e contra o Sistema Solar, de forma tão verossímil quanto o orgasmo de uma atriz pornô.
Toda réplica é um enorme tributo ao original; contudo, se todos fossem originais, não teria graça. Num mundo onde todo mundo é um Da Vinci, qual seria o valor da arte? Graças aos falsecas, podemos ter orgulho de sermos originais e, ao mesmo tempo, não termos vergonha de "nos inspirarmos" (porque os outros copiam, nós "nos inspiramos") no Da Vinci, no Gandhi, na Sasha (aquela literata alfabetizada em inglês), etc.

Nenhum comentário:

Postar um comentário